Daniel Nunes de Souza (Diretor, arte educador da Cia. Teatral Colapso Moral e promotor de eventos).
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CONCURSO MISS ROCK AND ROLL 2009
A moda no decorrer dos séculos QUER nos apercebamos disso quer não, a moda tem certa influência no que vestimos no dia-a-dia. E não poderia ser diferente, pois o que se acha disponível nas lojas é em grande parte determinado pelas tendências da moda. Mesmo peças do vestuário que hoje consideramos básicas já foram a última moda no passado. A camisa social masculina e a gravata, por exemplo, eram uma grande novidade há mais de um século, e a suéter feminina foi popularizada na década de 20. A indústria da moda é impulsionada pelo desejo das pessoas de inovar e de ao mesmo tempo ter aceitação social. Quase todo mundo gosta de usar uma roupa nova. É por isso que vez por outra compramos roupa: simplesmente para variar um pouco, não porque as que temos estejam velhas ou desgastadas. E para não parecermos antiquados, compramos roupas que até certo ponto seguem o estilo usado pelas pessoas ao nosso redor. No decorrer dos séculos, a indústria da moda tem satisfeito — e às vezes explorado — o desejo das pessoas de inovar e de ao mesmo tempo ter aceitação social.
Esse traje antigo de linho usado no Egito foi uma das modas que mais perdurou no mundo
Breve história da moda Para criar um estilo, os figurinistas utilizam-se de cinco elementos básicos: a cor, a silhueta, o caimento, a textura e a harmonia. As opções disponíveis a estilistas e a costureiros nessas cinco áreas se multiplicaram no decorrer dos anos. No Egito antigo, por exemplo, o linho transparente ali produzido era o tecido mais valorizado, sendo ideal para o clima quente. Mas visto que era difícil tingir o linho, em geral só havia uma cor disponível — o branco alvejado. Mesmo assim, os estilistas egípcios drapeavam e pregueavam o tecido para conferir à roupa um caimento bonito e uma silhueta elegante. Assim surgiu um dos estilos mais duradouros de todos os tempos, adotado no mundo todo.
Na Roma antiga as mulheres usavam estola No primeiro século EC, já havia disponíveis novos tecidos e cores. Em Roma, as pessoas abastadas importavam seda da China ou da Índia, embora as despesas de transporte tornassem esse tecido tão caro quanto o ouro. Outro artigo da moda era a lã tingida de Tiro. O quilo dessa lã podia custar 2.000 denários, o equivalente ao salário de seis anos de um trabalhador comum. Os novos corantes e tecidos permitiam que as mulheres ricas de Roma usassem estola — uma peça sobreposta comprida e ampla — de algodão azul da Índia ou talvez de seda amarela da China. Embora ocasionalmente surgissem novos estilos, no passado uma roupa cara em geral podia ser usada durante a vida inteira sem que saísse de moda. As mudanças eram lentas e costumavam afetar só a nobreza. Mas, com a chegada da Revolução Industrial, as classes menos favorecidas passaram a dar muito mais importância à moda.
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